Mais sobre a felicidade…

Mais do que um estado de espírito ou um momento de intensa alegria, a felicidade pode ser real. A pergunta que não quer calar é… Felicidade se ensina?
É realmente possível ensiná-la aos pequenos? Como? Bem, para deixar o senso comum de lado e fazer desta leitura um despertar, é preciso mergulhar profundamente sobre o que cada um de nós
entende por felicidade. Afinal, ensinar valores e significados que traduzem tal sentimento aos filhos é um desafio para a vida inteira
.

Danielle Gaspar

A década de 90 foi decisiva sobre a maneira de compreender o cérebro infantil. Se antes a ciência acreditava que o seu desenvolvimento era linear ao crescimento, hoje as descobertas revelam que é imprescindível dar mais importância à primeira infância (0 a 3 anos). Quando o bebê recebe um estímulo tão simples quanto um carinho, milhares de neurônios se conectam em segundos. Como resposta, gestos, sorrisos e olhares se revelam. A questão é que esses caminhos, conhecidos como sinapses, podem durar para sempre ou desaparecer. Daí a importância de saber para onde direcioná los e quais devem ser reforçados neste período. Essa pode ser uma das respostas que nos ajudam a entender como é tão difícil mudar a reação aos acontecimentos na vida adulta. Mas
nada é impossível, já que sempre há
possibilidades de trilhar novos caminhos.“Muitos pais centram-se no ensinamento ético e moral e, sem querer,
deixam de lado o desenvolvimento da competência emocional”, revela apsicóloga e consultora Lilian Graziano, doutora em Psicologia Positiva pela Universidade de São Paulo. A prática de ações e exercícios que valorizem sentimentos (como gratidão e perdão), podem levar ao cultivo do otimismo e, conseqüentemente, à experiência de altas sensações de felicidade. “A ciência não a entende como a completa ausência de problemas e imprevistos no dia-a-dia. Trata-se de um bem-estar resultante do baixo nível de humor negativo e alto nível de humor positivo”, completa.
 

 AFINAL, O QUE É FELICIDADE?
Após a maternidade, os acontecimentos deixam de ficar marcados pela passagem dos anos e tudo, absolutamente tudo, gira em torno do antes e do depois de ser mãe. “Você acha que sabe o que é amor e felicidade, mas depois da chegada das meninas, o que eu suspeitava mudou completamente. Nunca vivenciei as coisas com tanta intensidade”, revela a arquiteta Cristina Fonseca, mãe de Bruna, 2 anos e Julia, 1 ano e 7 meses. De fato, é um turbilhão de emoções e a busca para encontrar a melhor maneira de educar as crianças parece uma tarefa impossível. “A gente quer dar o mundo, não há limites para vê-las feliz. Percebo que o desafio é saber dosar”, ressalta Cristina. Mas o que é esse sentimento que desejamos tanto, ao ponto de encontrarmos disposição para dedicar uma vida inteira em ver os pequenos sorridentes? É impossível negar que a sua busca faça parte da existência humana. Aristóteles, o filósofo grego, já acreditava na felicidade como o objetivo de todo homem. “Não é exagero imaginar que essa procura foi a grande propulsora da espécie humana. Da invenção da roda à clonagem, apenas uma coisa se mantém atual: o desejo por uma vida melhor”, explica Lilian. Para a advogada Melissa Bertolini, mãe de Taher, 7, e Tarso, 3, a felicidade está nos detalhes. “Descobri que era preciso buscar o que me deixava alegre para ensinar. O reencontro com a arte me tornou uma mulher mais forte e uma mãe mais plena”, revela. Segundo Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia e autora do livro A Ciência da Felicidade (Editora Campus), um dos grandes obstáculos para alcançar essa plenitude é que a maior parte de nossas crenças sobre o que de fato nos faz feliz, estão erradas. Os mitos: a felicidade é algo que pode ser encontrado em algum lugar e atribuir sua ausência a questões circunstanciais, como “serei feliz quando…” ou “só vou ser feliz se…” A felicidade não é algo concreto. “Ela é fruto de um ponto de vista, do modo de perceber e se relacionar com a vida. Na medida em que você direciona esse olhar, o mundo se transforma”, explica Lilian. Não é possível ser feliz amanhã e para o resto da vida se você se negar a ver o presente.

 


A EVOLUÇÃO DA ALEGRIA
Apesar da preocupação com essa emoção ser antiga, foi apenas nas últimas décadas que essa inquietação ganhou mais espaço, principalmente no mundo científico. Segundo o último relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde), no ano de 2020, a depressão será a segunda causa de mortalidade no mundo. Parece irreal que, de todas as doenças, a falta de otimismo e felicidade afetará mais de 30% dos adultos. Mas afinal de contas, o que exatamente a determina? Quais são os reais motivos e causas que nos faz senti-la com intensidade? É possível educar os filhos para que não se tornem pessoas infelizes? Pare um instante e tente encontrar suas próprias respostas. Elas certamente vão revelar não só o que você entende por felicidade, mas também como repassa esse sentimento ao seu nenê, todos os dias. 

DE PAIS PARA FILHO
A rotina da jornalista Anna Paola é superpuxada. Além de apresentar 2 telejornais, Adriano, 11 meses, e Hugo, 2 anos, não dão sossego. Otimista por natureza, Anna revela muito do que aprendeu com seu pai. “Vivo o momento, mas não deixo de fazer planos. Não é fácil conciliar, parece que tenho que matar um leão por dia. Mas a cada noite renovo os meus votos de que tudo isso vale muito a pena”, enfatiza. Estudos mostram que o fator genético, ou seja, a hereditariedade, influencia nos níveis de humor. É como se fosse um ponto de partida com maior ou menor potencial para a felicidade. Todavia ele está longe de ser decisivo. Segundo um relatório publicado na revista New Scientist, cientistas finlandeses revelaram que o chocolate, quando consumido diariamente por grávidas, pode reduzir o estresse e, após o parto, deixar os bebês mais ativos e alegres. É inegável a sensação de prazer após provar um pedacinho do doce, mas daí para afirmar que a felicidade depende exclusivamente do chocolate também é exagero. “Trata-se de uma alta dose de energia que tem efeitos sobre a serotonina e a dopamina, substâncias presentes na regulação do humor”, comenta Roseli Sarni, Presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

FAÇA VOCÊ MESMA
Além de chocolates e genes, sem dúvida, a atuação dos pais é o fator determinante para ajudar o pequeno a desenvolver as tais competências emocionais para que seja capaz de lidar com seus próprios sentimentos de maneira saudável (e a felicidade, sim, senhora!). Para a gerente de produto Ceres Maldonado, mãe de Matias, 2 anos, e Romeu, 9 meses, uma postura otimista com relação à vida é essencial. “Procuro não reclamar ou praguejar na frente deles. Ao mesmo tempo deixo claro que a rotina não é feita apenas de coisas prazerosas. Afinal, não dá para brincar 24 horas por dia. É preciso comer, tomar banho, entre outras tarefas. Acho que o segredo é ver sempre o lado bom de tudo”, comenta. Muitas vezes, pequenas atitudes diárias podem reforçar boas sensações. “Na hora de dormir, por exemplo, relembre com o pequeno os momentos alegres. Cultive sempre a gratidão”, sugere Lilian. Ensinar a perdoar, a ser generoso, comprometer- se com os objetivos e reconhecer a dedicação são outras maneiras. Sim, ser feliz dá trabalho, uma vez que mostrar aos filhos os caminhos não é uma tarefa fácil. Mas talvez seja o único esforço que tenha como garantia certa a felicidade. Esse desejo tão universal que nos aproxima e nos acompanha por toda a vida.

 

LIsta de coisas …

… Que deveria talvez fazer diferente. Essa foi a proposta da Ceila Santos no http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2008/07/plugada-em-casa.html. A sugestão estrapola para uma lista virtual entre muitas pessoas (se quer mudar o mundo, comece por você!). Então, farei aqui, durante quatro dias, as  minhas listas sobre os temas propostos pela Ceila:

- Coisas que errei na hora da Reforma (Construção)
- Coisas caras que não valem a pena ser compradas
- Produtos de limpeza que precisam ser caros e outros que devem ser baratos
- A difícil arte do consumo consciente

Coisas que errei na hora da reforma – Bem, quando mudei minha casa já estava pronta e portanto não tinha muito o que mudar. Mas tem algumas coisas que eu gostaria que fosse diferente. Por exemplo: fiz um armário no escritório. Lindo, para nossos livros e nossas pastas. Um mês depois engravidei, e o que era para ser um lindo home office, virou um quarto de bebê improvisado! Hoje eu faria o armário na sala e dixaria o quarto só para a minha filhota!

Pois é…

… Estamos querendo nos mudar para o Norte do Brasil. Como diz o Daniel “Nem que seja para abrir um boteco e vender cerveja na beira da praia!”… Não é para tanto. Ou é?

O que fazer quando se precisa imensamente de $$$ e não se sabe como conseguir (mesmo porque geralmente, precisamos investir para ganhar depois)? Roubar está fora de cogitação, o uniforme de presidiária não combinaria com meus olhos castanhos escuros e nem com meus cabelos louros escuros. Mas trabalhar é uma boa idéia! O problema é que das 21h até as 6h eu atendo minha filhota e nos intervalos cochilo.

Hummmm… então o problema talvez não seja a falta de $$$ e sim a falta de tempo para consegui-lo! Talvez se eu conseguisse aumentar minha renda em 300 reais já ajudasse bastante ( e como!), o problema é o que fazer para isso! Tudo que sei fazer custa caro e as pessoas não pagam caro por coisas artesanais, e comprar para ficar em casa encostado também não dá mais!

Pois é [2]… Ontem criei um provérbio, nada otimista, mas engraçado: “Quando tudo está ruim, não se desespere… Ainda pode piorar!”. AHAHAHAHAHAHAH…

Bem, aceito sugestões de como aumentar a renda família de forma barata e que possa ser feita durante a noite. Todas as formas de trabalho informal são uma boa opção!

Depois tem mais…

Amor e Lealdade

Hoje comemoro 200 postagens!!!!! Nossa… nem percebi o quanto escrevi!

Mas para comemorar, acho que nada melhor que um bom texto. Este que vou postar foi escrito por <a href=”http://www.kanitz.com/index_refresh.htm”>Stephen Kanitz</a>, administrador e colunista da <a href=”http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1″>Revista Veja</a>. É lindo, vale a pena ganhar dez minutinhos lendo!

Amor e Lealdade

Seu filho e sua filha de 12 anos mostram enorme interesse em assistir ao filme baseado em um livro que eles estão lendo na escola. Você descobre que o lançamento será daqui a quatro sábados e promete que vai levá-los já na pré-estréia. Será uma tarde muito especial, só vocês. Você ganhou pontos como pai, fez um golaço e tanto. Melhor ainda, agora eles serão os primeiros a contar para os colegas de escola como o filme se desenrola, serão o centro da roda e heróis por um dia, graças a você. E eles começam a sonhar com o grande dia. Três semanas se passam e na quinta-feira anterior à pré-estréia seus colegas de trabalho o convidam para um jogo de futebol seguido de churrasco. Seu chefe vai estar lá, jogando com a turma. Um amigo se prontifica a buscá-lo às 10 horas do sábado. Você aceita sem pestanejar. Ser convidado para jogar com o chefe é muito importante para a sua carreira, que por sinal não anda muito bem. Seria uma boa oportunidade para fazer média. Você nem se lembrou do compromisso anterior com os filhos.

No sábado, às 10 horas em ponto, seu amigo está à porta, quando seu filho, absolutamente estarrecido, lhe pergunta: “Pai, você esqueceu o nosso filme?”.

O que você faz numa situação dessas?

1. Você diz que não irá ao futebol. Pede mil desculpas ao amigo, diz que não poderá jogar conforme o prometido, pede que ele explique o ocorrido ao seu chefe, e fim de papo.

2. Você pede mil desculpas aos seus filhos, explica a situação, diz que o chefe vai estar lá, que você os levará no sábado que vem, com direito a pipoca em dobro. E tudo se resolverá a contento, sem prejuízo de ninguém.

Qual das duas opções você escolhe? Se respondeu que é a primeira, lamento dizer que você está mentindo. Todo mundo escolhe a segunda opção. Afinal, é sua carreira que poderia estar em jogo. Você bem que podia se tornar mais amigo da turma do trabalho, você está inseguro. Aliás, quem não está?

O que quero discutir aqui é a razão por trás da sua escolha, o raciocínio que determinou a decisão de postergar o cinema com os filhos. Você fez essa opção porque no fundo sabe que seus filhos o amam. E, porque o amam, eles entenderão. Sem dúvida, eles ficarão desapontados, mas não para sempre. Afinal, você conseguiu conciliar a agenda de cada um, só vai demorar mais um pouquinho.

Porém, com esse tipo de raciocínio, você acaba colocando as pessoas que o amam para trás. Justamente as pessoas que nos amam é que acabamos decepcionando, vítimas dos nossos erros do dia-a-dia. Que recompensa é essa que dispensamos àqueles que nos amam e que nos são leais? Por quanto tempo eles continuarão nos amando diante de atitudes assim?

Eu não tenho a menor dúvida de que você escolheu jogar futebol porque sabe muito bem que seu chefe não o ama. Muito pelo contrário, ele não está nem aí para você. Ele pode substituí-lo na hora que quiser, sem um pingo de remorso. Você aceitou jogar com os colegas para que eles gostem um pouco mais de você. E com os seus filhos, que já o adoram, você aproveitou para negociar. Eles não vão dizer nada, vão entender, mas sentirão calados uma punhalada nas costas. A lógica diz que deveríamos ser leais com as pessoas que nos amam, mas na prática fazemos justamente o contrário.

Se acha que ninguém o ama ou que não é amado o suficiente, talvez isso ocorra porque você não tem sido leal com as pessoas a quem ama. Achar que elas serão sempre compreensivas e razoáveis é seguramente o caminho para o desastre. Seus filhos acreditarão em você na próxima vez que lhes fizer uma promessa? Eles aprenderão o significado da palavra lealdade?

Seu chefe vai esquecê-lo totalmente um mês depois de você se aposentar, bem como os seus colegas de trabalho. Os únicos que jamais vão esquecê-lo são seus filhos, pela sua lealdade ou pelas pequenas decepções e infidelidades cometidas por você ao longo da vida.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Revista Veja, Editora Abril, edição 2053, ano 41, nº 12, 26 de março de 2008, página 22

Punto e Peca

Ontem fui surpreendida por uma exolicação da Daniela para mim.
“Ago Punto” – Iago é um coleguinha da escolinha dela. A mãe mais boba respondeu “Nossa, filha. O Iago tem um Pluto. Que legal!”. Ela mais que rápido me disse “Não. Ago Pinto” e apontou para a perereca! HAHAHHAH.
Agii com naturalidade e chamei o pai para ela falar para ele também. Ela continuou “Dã (que é ela), peca. Mamãe, peca. Papai, punto. Ago, Punto. João, Punto!”.
Minha filha já sabe a diferença entre meninos e meninas!
Achei lindo demais, mas confesso que me assustou porque eu não esperava!

Ser mãe – para minha filha

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu
marido estão pensando em ‘começar uma família’.
‘Nós estamos fazendo uma pesquisa’, ela diz, meio de brincadeira.
‘Você acha que eu deveria ter um bebê?’

‘Vai mudar a sua vida,’ eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
‘Eu sei,’ ela diz, ‘nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .’

Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar,
mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela
estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se
perguntar ‘E se tivesse sido o MEU filho?’
Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando
ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo
poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com a
manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão
sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da
da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de ‘Mãe!’ fará com
que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu
em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela
maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela
entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu
bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar
sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais
serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro
masculino ao invés do feminino no McDonald’s se tornará um enorme
dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças
gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a
possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no
banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará
constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da
gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a
mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de
menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para
salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de
vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos
realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se
tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da
forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode
amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca
hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela
se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada
românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá
com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras,
o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente
sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana
quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho
aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada
gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato
pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que
chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que
tenho lágrimas nos olhos.

‘Você jamais se arrependerá’, digo finalmente. Então estico minha mão
sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa
por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que
encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus… que é ser Mãe.’

Autor Desconhecido

Desastrosa????????

SEM COMENTÁRIOS

Felicidade de Mãe… Felicidade de Gente

Ser mãe sempre parece um clichê.
“Se ele está feliz, eu também estou”
“Dou minha vida por um filho”
“Ter um filho muda tudo”
“Coração de mãe é grande”
“Ah, como queria que doesse em mim”… Entre muitos outros.
Mas pasmem, é a mais pura verdade! E que atire a primeira pedra a mãe que nunca disse nenhum desses clichês.
Isso porque, realmente “ter um filho muda tudo”.A mulher, naturalmente, tem um sexto sentido. A mãe, tem o sétimo, o oitavo e quantos mais sentidos couberem em nosso corpo (e, diga-se de passagem, sempre cabe mais um).
Hoje, mãe, considero a maternidade uma das “fases” mais difíceis da vida de toda mulher. As responsabilidades são imensas, os obstáculos gigantescos, mas nunca intransponíveis. Mãe sempre tem um jeitinho para tudo. E haja mudança… O que antes lhe incomodava (louça na pia, por exemplo) hoje não passa de um mero detalhe. Isso, porque o que realmente importa é o bem estar e a felicidade da prole (sim, animais possuem esse mesmo instinto, ou vocês acham que a galinha choca o ovo por graça?). perpetuar os genes (grosseiramente falando) é a razão para todas essas mudanças. E lá vem a evolução…
Passamos muito tempo (desde a adolescência) procurando o parceiro ideal. Ele deveria ter as qualidades que o tornasse apto para ser um marido provedor dentro do lar e, após a vinda da prole, um macho protetor e ainda provedor. Ok, achamos esse macho. O próximo passo é casar e tratar de treinar para a chegada da prole. O que nos diferencia dos outros animais é que “podemos” definir quando é mais oportuno providenciar descendentes. E os genes gritam “Não demore muito, pode ser tarde”.
Mas isso pouco importa, o que importa é que um dia, aquela jovem fêmea passará a se preocupar com a felicidade. Nunca essa palavra tomou proporções tão indescritíveis, quanto no momento em que se tem o primeiro filho (imagino que nos próximos essa preocupação perdure).
Nos perguntamos se nosso recém-nascido está feliz no berço a dormir, se está feliz mamando ao peito da mãe, se está feliz brincando com os familiares… E, no primeiro sinal de desagrado, a genitora corre para socorrer o filho das garras da terrível fralda suja! Que mãe não correu dar o peito para o filho, para confortá-lo? Eu mesma (senta que lá vem história), na primeira vacina da Daniela estava desesperadmente nervosa. Aff, o meu bebezinho vai ser picado por uma agulha. Ao final da sessão de horror eu corri colocá-la para mamar, ora, ela tinha cabado de sofrer com uma injeção, deve estar querendo o calor do colinho da mãe. HAHAHAHAH… Ela nem quiz saber de mamar, queria olhar tudo que tinha ao redor. Enquanto eu chorava alucinadamente!
Acabei de lhes apresentar o maior exemplo de insitnto materno: a proteção! A vontade de ver nossos filhos felizes é tão grande que nos faz agir de forma irracional para protegê-los. Nos faz pular na boca de pit bulls, nos faz se jogar em rios para salvá-los do afogamento mesmo sem saber nadar! Sim, nossos genes estão ali se perdendo, temos que agir para salvá-los!
E como aprendi com a maternidade! Como smos mesquinhos antes de ter filhos. Nos contentamos com um bota nova que entrou em oferta e finalmente pudemos comprar. Ou com um dia de trabalho bem sucedido. Faltar ao trabalha, só se estiver morrendo, pois é o que temos de mais importante. HAHAHHAHAHAHHAHA… Quando se é mãe, não pensamos duas vezes antes de jogar tudo para o alto e correr com o filho ao médico, ou ficar em casa mimando o herdeiro. E se nos aventurarmos no trabalho, será com a cabeça em casa, no filho doente! Ligações a cada meia hora, cobrança de temperatura corporal, descrição do estado físico do filho… Tudo isso fazemos.
E todos esses fatos acontecem com a família na orelha cobrando! É, e haja paciência para lidar com os comentários infelizes e maldosos!
Isso é ser mãe… É suportar tudo para garantir a felicidade de um filho.
E o amor?
Fica para um próximo post!

O papel das avós de hoje

Outro dia, quando saímos para jantar com amigos, discutimos sobre as avós que a Daniela tem.
Tem três, minha mãe, minha sogra e a tia do Daniel que se entitula avó também. Conversávamos sobre a dificuldade que temos em fazer coisas que gostamos por não ter quem nos ajude com a baixinha. Não temos com quem deixá-la e não temos dinheiro para pagar babá.
As avós verdadeiras até ficam de vez em nunca, depois de muito insistir e chorar, mas sempre com os cometários “Deixa ela dormindo pra não dar trabalho”, “Não demorem porque se ela acordar não quero choradeira”, entre muitos outros.
Com esses comentários fiquei me perguntando “Será que a DAni é tão chata que nem os avós querem ficar com ela?” ou “Será que avó hoje é só pra se meter na vida dos netos e julgar as atitudes dos filhos?”… Ainda não encontrei resposta.
Outro dia pedi que meus pais ficasem um sábado a tarde com ela para irmos jogar Pôquer com amigos. Nenhum dos nossos amigos têm filhos, por isso acho chato levar criança onde só terão adultos. Meu pai resposndeu que talvez fosse ao mercado (como se a minha filha não soubesse se comportar) e “se” desse para ficar com ela ele telefonaria. Resultado, Daniel foi jogar e eu fiquei em casa com a Dani. Por que? Porque meu pai não ligou e não atendeu ao meu telefonema. Sim, fiquei muito triste, mesmo porque meu irmão mais novo sempre fica na minha casa para eles saírem, nunca neguei isso a eles.
É, é muinha filha e ninguém tem a obrigação de cuidar dela. Mas na hora da diversão estão todos lá, ou na hora da encheção não falta ninguém.
A revista Pais & Filhos deste mês trás uma repostagem sobre as aós do terceiro milênio. Sim, são muito diferentes das aós que tivémos (pessoas da minha geração, eu não conheci nenhuma das minhas avós), trabalham fora e não tem tempo de preparar quitutes. Vale a pena dar uma lida, talvez conforte o coração de alguns pais que gostariam de contar mais com a ajuda das vovós!

Crianças que jantam com pais têm notas melhores

27/06/2008 – JORNAL O GLOBO

Crianças que jantam com pais têm notas melhores, diz estudo
Pesquisa do governo britânico relaciona convívio familiar com desempenho escolar.
Da BBC
entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA A-A+
Um estudo britânico afirma que crianças inglesas que sentam à mesa junto com os pais todas as noites para jantar obtêm notas melhores na escola do que as demais.
O levantamento intitulado As atividades e experiências das crianças de 16 anos na Inglaterra em 2007, publicado nesta quinta-feira pelo departamento de Crianças, Escolas e Família do governo britânico, foi feito com 20 mil alunos ingleses.
“Há uma forte relação entre refeições regulares à noite com a família e o desempenho no GCSE (os exames escolares feitos por todos os secundaristas na Grã-Bretanha)”, afirma o relatório.
“Metade dos que quase sempre têm uma refeição com a família à noite obtiveram nota 8 ou superior no GCSE, comparado com quase um terço das crianças que quase nunca têm (refeições com a família à noite).”
As estatísticas indicaram que uma boa relação dos filhos com os pais tem resultado direto no desempenho escolar.
A pesquisa sugere ainda que as crianças que têm limite de horário para sair à noite têm desempenho melhor na escola.
Segundo os dados, 60% das crianças com notas altas tem hora determinada pelos pais para voltar para casa.
A pesquisa também traz dados sobre um problema que preocupa muitos pais na Inglaterra e nas demais nações da Grã-Bretanha – a intimidação das crianças por demais colegas.
“Em média, aqueles que disseram ter sido intimidados foram substancialmente pior nos seus testes de GSCE do que aqueles que não foram (intimidados)”, afirma o relatório.
“Aqueles que disseram ter sido intimidados têm o dobro da probabilidade de não estar empregado, estudando ou em treinamento aos 16 anos.”